domingo, 23 de setembro de 2012

J.R. Ward - Série Irmandade da Adaga Negra # 10 - Amante Renascido

LOVER REBORN
J.R. WARD
Lançado em 27/03/2012 (nos EUA)
572 páginas
Signet Eclipse


Este foi um livro bastante aguardado por quem acompanha a série.
Tohrment tem sido um dos Irmão favoritos das fãs desde a perda de sua shellan, no terceiro livro (em Amante Desperto). Wellsie e Tohr eram um casal apaixonado, perfeito, felizes e ela estava grávida quando os lessers a mataram. Depois de sua morte, Tohr enlouqueceu de dor e desapareceu, permaneceu sumido por alguns livros, retornando no final de Amante Meu, para o casamento de John e Xhex. Resgatado pelo anjo Lassiter, é trazido de volta para a mansão da Irmandade, após o exílio auto-inflingido onde tentou morrer vezes após vezes para reencontrar sua amada e filho. Quando volta ao convívio da Irmandade, Tohr se lança com fúria suicida na guerra contra os lessers, buscando vingança e um modo de morrer, e acabar com sua dor. A única coisa que o consola é saber que sua shellan e filho não-nascido estão no Fade, em paz, aguardando o reencontro deles após sua própria morte.
Lassiter então joga a bomba e acaba com este consolo dúbio ao informá-lo de que Wellsie não está no Fade, e que o seu apego às lembranças e à dor da perda a tem mantido presa no Limbo, onde ela enfraquece dia a dia, sem encontrar paz. A única maneira de salvá-la seria 'deixá-la ir' e seguir com sua vida. Tohr enlouquece após ouvir isso, parte descrença, parte fúria, parte desespero, como deixá-la ir? Como ele podia estar causando mais mal ainda a alguém que sofreu tanto por ele não ter estado lá para protegê-la?
Quando Lassiter insinua que ele deveria fazer isto arrumando outra shellan, o Irmão quase mata o anjo.
E neste contexto temos No'One. Ela é a mãe de Xhex, a vimos em "Amante Meu", quando vivia no Outro Lado trabalhando como a misteriosa e anônima serva das Escolhidas, até que, pede à Virgem Escriba que permita vir para este lado, para ficar perto da filha. No'One também é aquela já mencionada vampira que fora sequestrada por um sympath que a engravidou, salva por Darius e um Tohr recém passado por sua transição, e que se suicidou após o parto (Amante Vingado). No'One é discreta, apagada, uma figura que se arrasta na mansão do mesmo modo que no Outro Lado, de forma servil, humilde, quase despercebida. Sua presença incomoda Tohr, é como um lembrete constante de como a Virgem Escriba pode conceder milagres - No'One se suicidou e mesmo assim, ela está de volta, viva. Porque o mesmo não aconteceu a sua Wellsie? Ele é muito cruel com ela em alguma cenas, cruel de uma maneira que eu achei até indigna de um Irmão. Tudo fruto da dor. Mas tornou a leitura bastante incômoda em algumas partes. Quando Lassiter lhe revela que é com No'One que Tohr deve 'seguir em frente', o Irmão novamente quase assassina o anjo - aliás, Lassiter é responsável por algumas das passagens mais hilárias deste livro.

Pouco a pouco vai nascendo uma cumplicidade e certa amizade entre o dois. Por mais que Tohr odeie a idéia, e lute muito contra, existe uma ligação entre eles. Tohr perdeu a esposa amada, No'One perdeu a filha, abriu mão da vida, perdeu a si mesma, adotou um nome inexpressivo (No'One significa 'Ninguém') e vive como uma serva, como que para pagar antigos pecados. Ela é tudo o que Wellsie nunca foi, Wellsie era exuberante, colorida, forte, destemida, tagarela, amigável, expansiva. No'One é loura, de constituição frágil, calada, reservada, discreta e muito tolerante, paciente, maternal, uma mártir.
A estória dos dois desenrola-se no longo período de um ano. Acho que é a estória mais longa da série, já que para a maioria dos irmãos, o amor caiu como uma bomba e poucos dias ou semanas depois deu-se o conflito, a aceitação e o consequente emparelhamento.
Com Tohr e No'One as coisas são lentas, a aproximação é gradual, ele nega os sentimentos, a atração e a química o quanto pode (até os momentos finais, na verdade), mas dá para sentir a coisa crescendo entre eles. Diferente das estórias anteriores, não há aquela possessividade territorial do momento "Minha!" ou a essência da vinculação que é a marca registrada do emparelhamento da espécie...

É um livro muito diferente do restante da série. Mas dado que o Tohr - como viúvo - é um caso único, seria até leviano da parte da autora lhe dar um "felizes para sempre" nos moldes dos demais, esquecendo a Wellsie no plano de fundo, né? Ele lutou muito, com tudo o que tinha, contra tudo o que sentia (e foi aos poucos sentindo) pela No'One... depois que eu me convenci disto, fiquei menos reticente. Passei a ver as situações em que ele era deliberadamente cruel com ela, como uma arma que ele sacava para se proteger de algo que estava se tornando profundo demais. E ao mesmo tempo, dava para ver algumas atitudes instintivas que contrariavam esta dita crueldade (a cena na mesa, onde ela aparece pela primeira vez sem o capuz, chamando atenção de todos, e ele expõe a presa para todos os machos ao redor, instintivamente ameaçador, pra mim foi um baita momento MINHA - mesmo sem ele se dar conta)... Mas a gente tem de dar o braço a torcer, esta estória tinha de ser diferente!

Fica a pergunta, depois de ter trazido Mary e Jane de volta, por que a Virgem Escriba não trouxe a Wellsie também? Talvez esta pergunta tenha sido respondida pelo próprio Tohr, em suas considerações: Eles já tinham tido a sua cota de felicidade. A Virgem Escriba é meio fanática por aquela coisa de equilíbrio, por toma lá dá cá... Tohrment já tinha sido suficientemente feliz nos anos em que tivera sua Wellsie (ao contrário de Rhage e Vishous, que se perdessem suas mates antes de terem tido sua cota de felicidade, corriam sério risco de jamais se recuperarem) além de tudo, existia uma No'One na vida dele, desde antes da Wellsie existir, desta forma, para ele ainda existia uma chance - após superar a dor - uma chance que ajudaria também a No'One livrar-se de seu próprio ciclo de sofrimento...

Como pano de fundo do desabrochar desta relação difícil temos um crise fortíssima no casamento de Xhex e John, eles se separam por causa de um arroubo machista dele, e feminista dela. E vemos os dois digladiando-se com seus próprios demônios. Gosto deles, mas achei meio cansativo o papo de "eu sou forte e quero sair para lutar, eu não vou ficar sentada sem fazer nada como as outras shellans, você sabia que eu era assim, eu nunca devia ter casado!"
Vemos também a difícil aproximação de No'One e Xhex, construindo uma relação mãe e filha que nunca tiveram a chance de ter.
Há grande destaque para o Bando de Bastardos, de Xcor, que quer tomar o trono do Rei Wrath para reinar sobre a raça. O que é detestável. Mas por causa da magia da narrativa em vários ponto de vista da Ward, vemos alguns momentos extremamente humanos destes vilões, o que nos faz imaginar que talvez, eles não sejam tão maus assim. Throe é um baita de um personagem legal!
E temos Qhuinn e Blay, que já são o casal anunciado do próximo livro. Há grande expectativa quanto a estes dois, vamos só ver como a Ward vai lidar com a questão da homoafetividade. 

No geral, eu adorei este livro, ele foi mais do que eu esperava, não consigo imaginar o Tohr com outra senão Autumn, este livro me fez sentir várias coisas - raiva, dor, amor - e muita ansiedade para o próximo. Estou torcendo imensamente para que Xcor e a Escolhida Layla sejam um casal, fiquei alucinada pelo modo como ele se encantou por ela, a primeira vista, e com tanta, tanta intensidade. Ela há de ser a redenção dele.

Não vou comentar o lance Qhuinn X Layla porque até agora não me entra na cabeça o que foi aquilo. Ai, deu vontade de ler de novo....

Clive Barker - O Desfiladeiro do Medo

O DESFILADEIRO DO MEDO
Clive Barker
2002
700 páginas
Editora Bertrand Brasil


O Desfiladeiro do Medo é um livro sem paralelo: uma descrição implacável e irresistível de Hollywood e seus demônios, contada com um estilo cru e o poder narrativo que transformaram os livros e filmes de Clive Barker em fenômenos mundiais.
Hollywood transformou Todd Pickett em um astro. O tempo, porém, está lhe cobrando um preço por isso. Ele não tem mais o rosto perfeito do ano anterior. Após uma cirurgia malfeita, Todd precisa de um lugar onde possa esconder-se durante algum tempo, enquanto as cicatrizes desaparecem. Querendo ser momentaneamente esquecido instala-se em uma mansão no Coldheart Canyon, um recanto da cidade tão secreto, que sequer consta nos mapas. Tammy Lauper, presidente de seu fã-clube, chega à cidade de Los Angeles decidida a solucionar o mistério do desaparecimento de Todd. Lá chegando, descobre segredos a respeito do Coldheart Canyon: os espíritos da "Lista A" dos astros e estrelas falecidos de Hollywood que vieram participar de orgias no canyon...


Digam o que quiserem, eu ADOREI este livro!
Consegui meu exemplar numa troca despretensiosa no skoob, sem saber do que se tratava , não sabia mais de Clive Barker além de que era criador dos filmes Hellraiser e Candyman, enfim, não fazia a menor idéia de seus dotes literários...
Devorei o livro (e olha que não são poucas paginas!)

Encontrei bastante semelhança com O Iluminado, de Stephen King (chamem-me de herege, se quiserem) em toda aquela questão de um pedaço de chão tendo poder suficiente sobre o psicológico de personagens vulneráveis, o sobrenatural sobrevoando alguns hectares de terra, a despeito de quem ocupasse realmente seus domínios... totalmente Overlook!... me lembrou MUITO o Overlook Hotel e sua gama de escândalos/assassinatos sob seu teto, e sua influência maléfica sobre a mente atormentada do pobre Jack Torrance ex-alcolatra. Evidentemente, o mestre King não tem a sensualidade orgiástica que Barker é pródigo em relatar, então as semelhanças são limitadas... O prodigalismo de Barker neste sentido é exagerado? Talvez... mas o que sabemos nós realmente das estrelas de Hollywood e seu submundo? - posso dizer por mim, NADA. Então, quem sou eu pra questionar? Pelo que me consta, tudo o que está escrito ali (inclusive os intercursos sórdidos naquela piscina dos infernos são indiscutivelmente reais)
Adorei a mitologia criada pelo autor... a lenda do quarto secreto escondendo um mundo misterioso, que dominava a mente de quem o via, a Caçada, Lilith, Qwaftzefoni e a renca de atores hollywoodianos "fallen from grace''... achei brilhante, de verdade!
Aviso que a sinopse na orelha da capa é muito reveladora, e parei de ler na metade (o que foi ótimo, porque encarei com uma certa sensação de surpresa algumas coisas antecipadamente reveladas), meu conselho é: deixem a orelha pra lá e vão direto para o livro.

sábado, 22 de setembro de 2012

Gena Showalter - Série Senhores do Mundo Subterrâneo #9 - A Sedução mais Sombria

THE DARKEST SEDUCTION
(Lords of the Underworld #9)
Gena Showalter
Adult Paranormal Romance
504 pages
Harlequin

lançado em Fev/12 nos EUA
 

(li em Março de 2012, em inglês)
Gostei muito do livro.
Confesso que Paris não era dos meus Lords favoritos nos primeiros livros da série. As interações dele eram divertidas, engraçadas - ele como guardião do demônio da Promiscuidade transava um bocado, mas confesso que ele sempre me pareceu meio frívolo. Pelo menos até partir na busca desenfreada pela única mulher a quem ele e seu demônio, continuava desejando mesmo após ja ter tido sexo com ela. Intrigante, pois a regra número um do demônio a quem abrigava desde tempos imemoriais é que ele, para não enfraquecer, tinha de fazer sexo ao menos uma vez por dia, e nunca repetir a dose com uma mesma mulher... uma vez que tivesse feito sexo com uma mulher, seu corpo jamais a desejaria novamente.
Até Sienna. A Isca usada pelos Caçadores já no segundo livro, que o enganou num momento de extrema necessidade e o fez cair prisioneiro do inimigo.
A obsessão dele por ela é despejada a conta-gotas nos livros anteriores, culminando com este nono livro, onde por fim consegue encontrá-la no local onde o rei Titã Cronos a mantém prisioneira, depois de trazê-la de volta a vida e emparelhá-la com o demônio da Ira (anteriormente atribuído a Aeron) obviamente no intuito de utilizá-la na luta contra seus inimigos. E olha que inimigos é o que não falta a Cronos. Tudo e todos, praticamente.

Alguns personagens novos são inseridos, outros personagens já mencionados anteriormente ganham bastante destaque (Oi, William!!! ^.~... Zacharel, how're you doooing? ^.~), ficam várias pontinhas para os próximos livros... (anseio loucamente pelo livro do Kane e do Torin)
Vemos um lado controverso do Galen. Mancada quando a autora pinta alguma vulnerabilidade nos vilões... como continuar odiando-os quando eles tem "aquele" momento de emoção ou fragilidade? É imensamente mais fácil continuar odiando o mal puro e simples - rsrsrs
Difícil comentar os fatos do livro sem spoilear a coisa toda. Só posso dizer que após este final, TUDO vai mudar nos próximos livros.
Concluindo, eu achei que a autora foi muito sensível e convincente ao retratar Sienna e Paris como donos de passados imperfeitos, mas que 'trabalharam' sua relação e ao final, se complementaram em tudo. Como já disse, não era fã de carteirinha do Paris, e tinha uma antipatia velada pela Sienna, mas os dois me conquistaram. E isto, pelo menos para mim, conta muito!
E agora... que venha o livro do Zach!


Gena Showalter - Série Angels of the Dark #1 - Wicked Nights


WICKED NIGHTS
(Angels of the Dark #1)
Gena Showalter
Adult Paranormal Romance
411 pages
Harlequin

lançado em 26/06/12

Exército de meninos-maus ^.~

Lido em Julho de 2012 - achei legal!
Cheguei até a chorar no final, acho que foram as cinquenta últimas páginas que aumentaram minha avaliação para 4 estrelas, ao invés das 3 estrelas que o restante do livro vinha merecendo até então.
Talvez minha expectativa em termos de romance estivesse muito alta - esperava algo tão maravilhoso quanto Lysander e Bianka (em Darkest Angel, da série Senhores do Mundo Subterrâneo, da mesma autora) e me frustrei um pouquinho porque o romance entre Zacharel e Annabelle não pareceu - a maior parte do tempo - tão intenso, descritivo e hot-hot... A descoberta das paixões carnais pelo anjo até então frígido tanto emocional quanto fisicamente, não foram tão surpreendentes, ultrajantes, escandalizadas ou transformadoras quanto as do Lysander (se é que me entendem), muito menos a mudança que se operou nele após a capitulação... com o Zach foi tipo: experimentou, gostou, instantaneamente se rendeu, encheu-se de autoconfiança e passou a lutar pela amada.. sem aquela coisa de ficar boquiaberto, confuso, demorando a render-se, lutando contra - como obviamente a sua natureza de anjo pediria.
Ok, Annabelle não era de longe tão experiente quanto Bianka (Harpias são as melhores!), mas era de se esperar que o anjo icy-cold Zacharel não se mostrasse tão seguro, experiente e dominante, quanto se mostrou desde sua primeira vez (afinal de contas, o virgem era ele, peloamor!!!).
Desculpem a comparação, mas como fã da série LOTU (na qual esta foi inspirada) e com a expectativa que eu vinha tendo pelo livro do Zach, desde a leitura de The Darkest Seduction (o livro do Paris) isso me confundiu um pouco.

Mas vamos lá, deixando a comparação de lado... como primeiro livro de uma nova série este apresentou vários elementos, personagens e enredos que certamente serão desenvolvidos nos próximos livros.
Zacharel, é um anjo que anteriormente combatia nas frentes celestiais sob comando deLysander, sendo o mais frio, prático e implacável de seus anjos. Tão implacável que não nutria nenhum amor, simpatia ou misericórdia pela humanidade, massacrando a quem precisasse para atingir seus objetivos: destruir demônios e proteger os céus. O Deus Supremo, descontente com ele, e mais especificamente, com uma das atitudes por ele tomada no livro do Amun (LOTU #7, o condena a expelir flocos de neve pelas pontas das penas de suas asas (o que passa a acontecer toda vez que o deus supremo fica descontente com ele: ele passa a literalmente nevar - o que é meio ridículo e bastante desconfortável). Após algumas aparições esparsas nos outros livros, quando as hordas celestiais sempre aparecem para ajudar a salvar o dia, é no final do livro do Paris então, que Zacharel é expulso do exército de Lysander e lhe é dada uma nova missão: liderar seu próprio exército de anjos caídos (ou prestes a caírem, à primeira falha). Daí surge esta nova série, derivada da primeira: Anjos da Escuridão.

E Zacharel ganha um exército muito peculiar. Anjos teimosos, insubordinados, desobedientes, cruéis, como ele. A missão deles é proteger os humanos (por quem nenhum nutre simpatia alguma), e a cada falha de seus subordinados, ele, como líder, é punido.
Os anjos sob seu comando, de maior destaque são: Thane, Bjorn, Xerxes, Jamilla, Axel e Koldo... todos com histórias e traumas particulares, que certamente serão abordados em livros futuros. Bjorn, Thane e Xerxes por exemplo, foram mantidos prisioneiros no inferno durante um longo tempo, coisas horríveis foram feitas a eles neste período, e quando fugiram, algo estava mudado dentro deles, seu comportamento atual, passando a ser um reflexo desta mudança.
Koldo é descrito vagamente como não somente um anjo, mas um híbrido com habilidades peculiares, que teve as asas cortadas quando ainda era criança - ou seja, incapaz de curar a si mesmo - cresceu sem asas, com o único objetivo de encontrar este anjo para vingar-se (minha aposta para o próximo livro é que seja contada a estória dele, Koldo).

Bom, nas páginas deste livro é exposto o histórico de Zacharel, explicando o porque dele ser tão frio, inclemente, implacável. Sabemos então que ele teve um irmão gêmeo, chamado Hadrenial, a quem matou com as próprias mãos, e como isto foi marcante em sua estória.
Vemos como após a morte do irmão, ele extraiu a essência da bondade de seu corpo sem vida, arrancou parte de sua própria essência, misturou-as e escondeu-as. Uma mórbida homenagem ao irmão morto, uma garantia de que também ele, Zacharel, não voltaria a sentir, já que o irmão jamais o faria.

Uma das missões de caça aos demônios, leva Zacharel à um manicômio judiciário, onde está detida Annabelle Miller, acusada - injustamente - de ter massacrado os próprios pais. Injustamente, pois como nós leitores sabemos - seus pais foram mortos por um demônio. Nesta instituição, ela é mantida drogada, cercada por monstros e abusada por médicos e funcionarios, além de ser, constantemente atacada por demônios que a atormentam...

Ao conhecê-la, Zacharel passa a se interessar, admirar e a amar a humanidade (no geral). Apaixonados, eles passam a caçar e combater o demônio que a marcou, a fim de libertá-la para que possa ser dele, só dele. Nesta caça, ambos são confrontados com seus próprios fantasmas do passado, e ao final, devem encontrar a redenção. Ou não.

Personagens da série LOTU aparecem fartamente neste primeiro livro de Anjos da Escuridão:
* McCadden, o anjo caído de cabelo rosa e lágrimas tatuadas no rosto que perseguia a deusa-menor do pós-morte Viola, no livro do Paris, está agora sob guarda do exército de Zacharel;
* em uma das missões de caça aos demônios, Zach pede ajuda ao exército de Lords possuídos, e então vemos Lucien, Anya, Amun, Haidee, Kaia, Strider, além de Lysander, é claro.
* Em outra cena, Zacharel busca abrigo para uma desacordada e machucada Annabelle na nuvem que Bianka divide com Lysander, e lá vemos Bianka e Kaia, as irmãs Harpia, bebendo, como sempre. Ao final, fica explícita que a aliança entre os anjos (caídos ou não) e os Lords continuará forte contra os Titãs e Demônios.

Charles Bukowski - notas de um velho safado / pulp / numa fria


Em Notas de um velho safado, a América tem uma cara de 50 anos, corpo de 18 e desfila de calcinha rosa claro e salto alto na madrugada corrosiva de Los Angeles. A América é um sapatão furioso com uma garra metálica no lugar da mão esquerda e não quer saber de transar com o Velho Safado. A América é uma deusa milionária com a qual ele se casa e da qual amargamente se separa. A América é uma prostituta, 150 quilos, um metro e meio de altura, que peida, uiva e destroça a cama quando goza. A América é também estudantes e revolucionários proferindo discursos inflamados em parques ensolarados de São Francisco no final da década de 60. A América é Neal Cassady dirigindo alucinadamente pelas ruas de Los Angeles, pouco tempo antes de morrer de overdose sobre os trilhos de uma ferrovia mexicana. A América é Jack Kerouac e Bukowski poetando na Veneza californiana.
Notas de um velho safado forma um conjunto de histórias excepcionais saídas de uma vida violenta e depravada, horrível e santa. Não podemos lê-lo e seguir sendo os mesmos.



Eu não conhecia Bukowski.
Meu primeiro contato foi através da música do Lupercais* e de alguns comentários do marido, que conhece um pouco mais do que eu (citações).
Vi em promoção na Americanas.com e comprei (estava realmente barato) - no começo, a leitura foi meio engasgada - esta maldita mania que tenho de ler prosa, procurando começo/meio/fim em tudo o que leio, penso, quero! + o sacolejar do ônibus nosso de cada dia + black metal rolando nos headphones... - sofri um tiquinho até me desvencilhar deste inútil hábito.
Depois que 'peguei o ritmo' - encarei a leitura como fluida e um tanto nonsense como ela é para ser - foi uma delícia de ler, fiquei triste quando acabou! E as 250 páginas pequenas VOAM. 

Ficou a impressão de uma espécie de blablabla - BANG! - blablabla (sem ficar interrompendo e voltando a leitura pra entender as profundidades filosóficas dos 'blablabla', mas entendendo MUITO BEM o BANG - sentindo nas entranhas os verdadeiros socos no estômago dispersos em meio de coisas aparentemente nonsense - existem algumas preciosidades em termos de citações, frases esparsas e mesmo experiências que nos fazem refletir muito, imaginar no quanto de gente dita 'normal' passa por nós pela rua e de repente embaixo de seus tapetinhos cotidianos escondam este verdadeira manancial de pervesidade, sujeira e loucura que era a mente desta figura.
Fiquei curiosa em ler os contos e poesia propriamente ditos do 'velho safado', estas 'notas' tem um quê de autobiográfico e muito de confusa embriaguez, então não sei se dá para tecer uma noção exata do que a obra dele realmente 'é'. O quanto dali realmente foi real.
E o que é a realidade, no final das contas?
Me atraiu particularmente o finalzinho, aparentemente mais autobiográfico do que o restante (que soam como delírios)... as descrições do pai e mãe espancadores que Hank teve quando criança, e como ele se tornou um homem gélido. Explica um bocado.
Ou não.
Vale muito a leitura!

Nas palavras de Lupercais, em "Crônicas de um morto cafajeste":
* vá em paz velho safado,
que o céu te receba num sarcasmo sorridente
mas antes de chegar ao paraíso,
passe no inferno e peça a Satanás uma garrafa de aguardente.
Adeus.
(o resto da letra, é impróprio para o horário) 




Charles Bukowski nasceu na Alemanha em 1920 e morreu nos Estados Unidos em 1994. Veio para a América com dois anos e tornou-se um dos maiores poetas e ficcionistas dos Estados Unidos. Santo padroeiro dos bêbados escritores, escreveu, entre outros clássicos, Cartas na rua, Mulheres, Crônica de um amor louco, Fabulário geral do delírio cotidiano, Notas de um velho safado, Hollywood (argumento do filme Barfly, direção de Barbet Schroeder, com Mickey Rourke e Faye Dunaway), a novela Pulp e o O capitão saiu para o almoço e os marinheiros tomaram conta do navio, livro confessional e seu último trabalho publicado antes de morrer.
Sua obra poética é vasta e jamais foi traduzida no Brasil. A diferença entre Bukowski e outros malditos é que ele não foi um mártir, nem um anjo caído. Às vezes, quando cai, cai atirando, sem autopiedade. Alguns de seus diálogos são memoráveis, e a violência de sua linguagem geralmente oculta uma indisfarçável ternura pelos perdedores e excluídos. Numa fria é Bukowski puro: uma preciosa coletânea de contos, gênero ao qual ele se dedicou mais intensamente.

 

Eis um Bukowski puro-sangue. Legítimo. Concluído alguns meses antes de sua morte, em março de 1994, aos 73 anos.
Não há como sair incólume desta história. A saga de Nick Belane poderia até ser igual a de tantos outros detetives de segunda categoria que perambulam pelas largas ruas de Los Angeles. Mas aqui, mulheres inacreditáveis cruzam pernas compridas e falam aos sussurros, principalmente uma que atende pelo nome de Dona Morte. Como nos velhos livros policiais de papel vagabundo, subliteratura pura, a quem Charles Bukowski dedica solenemente Pulp.
Ele desafia sua história com habilidade de mestre. Um Rabelais percorrendo o mundo noir? A divina sujeira? A maravilhosa sordidez? Um acerto de contas com a arte? Uma homenagem? Uma reflexão sobre o fim da vida? E tomara que a morte estivesse linda, gostosa e sexy – como está nesta história – quando encontrou o velho Buk poucos meses depois de ter posto o ponto final nesta pequena obra-prima.


Primeira novela que leio do velho safado, até então, tinham sido somente contos. Livro curtinho, li inteiro na espera pelo atendimento médico (tá fiquei umas cinco horas naquele raio de hospital!)
Este tem o clima daqueles filmes noir, de detetives para quem sempre acontecem as coisas mais inusitadas, num ritmo vertiginoso. Nosso querido Nick Bolane deve ser o campeão. Todos os ingredientes do Bukowski: bebida,
femmes fatales (outras nem tanto), cavalinhos, peidos, perseguições a bordo de um Fusca que pede penico ao atingir os 120 km/h, hemorróidas, bares, brigas, absurdos como alienígenas e até a Dona Morte.
"Gente chata da porra. A Terra está cheia deles. Propagando mais gente chata. Um espetáculo de horror. A terra botando chatos pelo ladrão."

domingo, 28 de agosto de 2011

Lara Adrian - Série Midnight Breed (Raça da Meia-Noite)

Esta é a paixãozinha nova do mês... mais uma série de livros românticos com 'vampiros-super-hot'. Peguei para ler por sugestão da meninada da comunidade IAN, e embora tenha achado os primeiros livros meio decepcionantes (acho que inevitavelmente fiquei comparando à irmandade, e acabei achando que deixou a desejar) depois que peguei o ritmo, passei a gostar bastante. Não é lá uma série que mereça 5 estrelas, mas alguns livros (principalmente os mais recentes) batem 4 estrelas, fácil fácil...
A autora é amiga da Ward, a editora é a mesma, então a Ward 'recomenda' a série da Adrian.
***Troféu joinha pra Adrian, que além de tudo, finalizou os agradecimentos em seu primeiro livro da seguinte maneira: "Finalmente, um agradecimento especial as que foram minhas musas auditivas durante grande parte do processo de criação deste livro: Lacuna Coil, Evanescence e Collide, cujas comovedoras letras e incriveis músicas nunca deixaram de me inspirar". Tá, eu TENHO de falar: melhor trilha sonora do que os raps da Warden, huh?***

Adrian apareceu com um conceito novo: seus vampiros são alienígenas. *gulp*
Oito Ets pousaram na Terra eras atrás, e após muita destruição e massacre descobriram que algumas humanas eram geneticamente compatíveis para a procriação, dando início à Raça.
Estes primeiros vampiros, chamados Antigos, eram vorazes, com sua necessidade incontrolada de alimentação constante, dizimaram terras e populações humanas inteiras, querendo reinar soberanos sobre a Terra.
Seus filhos, já com um pouco do DNA de suas mães, e um pouco mais moderados em suas necessidades, rebelaram-se contra este comportamento destrutivo, matando estes primeiro oitos Antigos. Lucan e Tegan (chamados Gen Um, por serem descendentes diretos de um destes Antigos) junto com outros guerreiros, fundaram a Ordem, que, após a destruição dos pais da Raça, dedicaram-se, através dos séculos. a perseguir e destruir os Renegados - vampiros que entregaram-se à Luxúria de Sangue e matam humanos indiscriminidamente, sendo uma ameaça, tanto para a raça humana (pois se deixados livres e soltos, dizimariam a humanidade em poucos anos - acabando assim, com a fonte de alimento para eles) quanto para a Raça, que sempre necessitou manter-se anônima e longe do conhecimento dos humanos, por questão de sobrevivência.
Os vampiros da Adrian são diferentes, pois alimentam-se de humanos, mas não os matam, tendem a emparelhar-se com as Companheiras de Raça, quando encontram uma (são mulheres que trazem em alguma parte do corpo a marca pequena de uma lágrima sobre uma lua crescente, e que tem compatibilidade de gerar um filho com um vampiro, além de cada uma ter uma capacidade paranormal ou psíquica diferente, o que as tornam muito úteis para a Ordem), e os vampiros somente geram machos. Não existem vampiras fêmeas. É impossível transformar um humano em vampiro.
Os machos não-emparelhados (ou seja, que ainda não encontraram sua Companheira de Raça) alimentam-se de humanos - machos ou fêmeas - sem matá-los e sem crueldade, apagando a memória deles, após o ato. O teor erótico do famoso 'beijo do vampiro' da Adrian é muito mais evidenciado do que no mundo da Warden, mas em ambos contextos há a reverência e idealização do ato de alimentar-se do sangue de outro e ênfase no vínculo que isto significa (o que torna tudo adorável).
Os vampiros da Adrian possuem os chamados dermaglifos, que são uma espécie encantadora de tatuagens que cobrem o corpo inteiro (nos machos da primeira geração, e somente partes do corpo, diminuindo a extensão, conforme as gerações afastam-se dos Antigos e Gens Um e Dois) os glifos mudam de cor conforme o humor do vampiro, o que rende cenas 'visualmente' interessantes.
Os antagonistas da Raça são os Renegados, vampiros que entregaram-se ao Vício ou Luxúria de Sangue, quebrando o tácito acordo de convivência entre as espécies humana e vampírica (cujo primeiro mandamento é não matar) e que por isto, devem ser destruídos.

Estou lendo o oitavo, e aguardando a finalização da tradução do nono livro, que contará a estória do Hunter, que é um personagem intrigante que foi inserido na estória no livro 5.


Livro Um: O Beijo da Meia-Noite (Midnight Kiss)

Um estranho moreno e sensual a observava do outro lado da boate, e foi capaz de despertar as mais profundas fantasias em Gabrielle Maxwell. Mas nada a respeito desta noite – ou deste homem – é o que parece. Pois, quando Gabrielle presencia um assassinato nos arredores da boate, a realidade se transforma em algo obcuro e mortal. Nesse instante devastador, Gabrielle é lançada em um mundo que jamais imaginou existir – um mundo onde vampiros espreitam nas sombras e uma guerra de sangue está para começar. Lucan Thorne despreza a violência de seus irmãos sem lei. Ele próprio um vampiro, é um guerreiro de Raça, e jurou proteger sua espécie – e os humanos imprudentes com quem convivem – da ameaça crescente dos Renegados. Lucan não pode arriscar um relacionamento com uma mulher mortal, mas, quando seus inimigos escolhem Gabrielle como vítima, sua única escolha é trazê-la para o escuro submundo que comanda. Aqui, nos braços do intimidante líder da Raça, Gabrielle enfrentará um destino extraordinário, repleto de perigos, sedução, e dos mais sombrios prazeres…


Livro Dois: O Beijo Escarlate (A Kiss of Crimson)

"Ligados por sangue e segredos sombrios, eles entram um lugar de perigo e prazer infinito… Ele vem a ela mais morto do que vivo, um alto estranho vestido de preto crivado de balas e perdendo sangue rapidamente. Enquanto ela luta para salvá-lo, a veterinária Tess Culver não sabe que o homem que se chama Dante não é um homem, mas um da Raça, guerreiros vampiros envolvidos em uma batalha desesperada. Em um único momento carregado de erotismo Tess é lançada em seu mundo – um deslocável e sombrio local onde bandos de vampiros Rogue espreitam a noite, deixando um rastro de terror. Assombrado por visões de um futuro sombrio, Dante vive e luta como se não houvesse amanhã. Tess é uma complicação que ele não precisa – mas agora, com os seus irmãos sob ataque, ele deve proteger Tess de uma ameaça crescente, que inclui o próprio Dante. Pois, com um imprudente, beijo irresistível, ela se tornou uma parte inseparável de seu reino subterrâneo. . . e o seu toque a desperta a presentes escondidos, desejos e anseios que ela nunca soube que possuía. Ligados por sangue, Dante e Tess devem trabalhar juntos para impedir inimigos mortais, mesmo quando eles descobrem uma paixão que transcende os limites da própria vida…"

Livro Três: O Despertar da Meia-Noite (Midnight Awakening)
Com um punhal na mão e a vingança em mente, Elise Chase percorre as ruas de Boston em busca de retaliação contra os vampiros corruptos que tomaram dela tudo o que ela mais amava. Usando um extraordinário dom psíquico, ela persegue a presa, consciente de que o poder que possui a está destruindo. Elise precisa aprender a dominar essa força e, para isso, só pode recorrer a um único homem: Tegan, o mais mortal dos guerreiros...
Tegan conhece a dor da perda, e conhece a fúria, mas quando mata seus inimigos é com frieza e autocontrole... Até que Elise pede sua ajuda numa guerra pessoal. Uma aliança profana é forjada, um elo que os ligará por sangue e juramento e os lançará num redemoinho de perigo, de desejo, e das mais sombrias paixões do coração...

Livro Quatro: Ascenção à Meia-Noite (Midnight Rising)
Em um mundo de sombras e escuridão, o desejo é a arma mais mortífera...
Para a jornalista Dylan Alexander, o que começou como a descoberta de uma tumba oculta pelo passar dos tempos, acabou convertendo-se em uma espiral de violência e misteriosos segredos do passado que saem à luz e que põe em perigo sua vida. Não há nada mais perigoso que uma criatura ferida, nada é mais perigoso que esse sedutor que vive entre as sombras, e que trama em torno de Alex uma teia de sombrio desejo que a envolve no véu da noite eterna... Rio, ferido por uma traição, é um guerreiro comprometido a vingar-se contra aqueles que o traíram, o exercito de Renegados. Não há nada que se interponha em seu caminho e muito menos uma insignificante mortal que pode pôr em perigo a existência da raça dos vampiros. Mas um sombrio mal despertou de sua letargia eterna, a escuridão se abate sobre eles, e juntos, Alex e Rio, deverão fazer frente aos demônios que os espreitam, descobrindo no caminho que estão unidos por laços do passado.
Alex deverá escolher entre arriscar tudo o que possui por esse homem que lhe ensinou o verdadeiro sentido da paixão e o desejo mais violento ou voltar para seu frio mundo de solidão.

Livro Cinco: O Véu da Meia-Noite (Veil of Midnight)
Unidos pelo sangue, viciados no perigo, eles entraram no mais sombrio e – e no mais erótico — lugar de todos.
Uma guerreira treinada com balas e lâminas, Renata não pode ser superada por nenhum homem, seja vampiro ou mortal. Mas sua arma mais poderosa é sua extraordinária capacidade psíquica — um presente tão inaudito como mortal. Agora, um desconhecido ameaça sua independência duramente ganha, um vampiro com cabelos dourados que a atrai a um reino de escuridão… e de prazer além de sua imaginação.
Um viciado na adrenalina que gosta do combate, Nikolai executa sua própria justiça aos inimigos da Raça — e seu último objetivo é um assassino desumano. Uma mulher se interpõe em seu caminho: a sedutora, fria como o gelo guarda-costas, Renata. Mas os poderes de Renata são postos a prova quando um ser querido, uma criança, é ameaçada e ela é obrigada a recorrer a Niko em busca de ajuda. Quando os dois unem suas forças, o desejo abana sobre as chamas formando uma fome mais profunda. A vida de Renata se encontra sitiada por um homem que oferece o prazer mais delicioso dado por um vinculo de sangue – e uma paixão que poderia salvar ou acabar com o destino de ambos para sempre…

Livro Seis: Cinzas da Meia-Noite (Ashes of Midnight)
Uma mulher impulsionada pelo sangue. Um homem sedento de vingança. Um lugar onde convergem a escuridão e o desejo…
Quando cai a noite, Claire Roth foge de sua casa, impulsionada por uma feroz ameaça que parece ter saído do próprio inferno. Então, de entre as chamas e as cinzas, aparece um guerreiro vampiro. Ele é Andreas Reichen, seu antigo amante, agora um estranho consumido pela vingança. Apanhada no fogo cruzado, Claire não pode escapar de sua fúria selvagem, nem da fome que a arrasta a seu mundo de eterna escuridão e infinito prazer.
Nada impedirá Andreas de destruir o vampiro responsável pelo massacre de seus irmãos da Raça… mesmo que isso signifique utilizar sua ex-amante como isca em sua mortífera missão. Vinculada pelo sangue a seu perigoso adversário, Claire pode conduzir Andreas até o inimigo que busca, mas é um caminho repleto de perigos… e de profundos e inesperados prazeres. Pois Claire é a única mulher que Andreas não deve ansiar, e a única a que amou. Inicia-se assim uma perigosa sedução que confunde a linha que separa à presa do predador, e aviva as chamas de uma ardente paixão que pode consumir tudo em seu caminho...

Livro Sete: Sombras da Meia-Noite (Shades of Midnight)

Em uma terra selvagem, fria e mergulhada na escuridão, as linhas entre o bem e o mal; e o amor e o ódio nunca voltarão a ser as mesmas. Algo desumano está espreitando os selvagens e frios territórios do Alaska, deixando uma horrível carnificina para trás.
Para a piloto Alexandra Maguire, os assassinatos estão avivando lembranças de um horroroso episódio que testemunhou quando criança, e evocam nela a inexplicável sensação de que pertence a outro lugar, o que há muito tempo sentia dentro de si e que nunca pôde explicar... até que um sombrio e sedutor estranho que também esconde seus próprios segredos entra em seu mundo.
Enviado de Boston numa missão para investigar os selvagens ataques e parar a matança, o vampiro guerreiro Kade tem seus próprios motivos para retornar ao frio e esquecido lugar de seu nascimento.
Assombrado por um segredo, Kade logo percebe a autêntica ameaça que enfrenta, uma ameaça que porá em perigo a frágil união que formou com a valente e decidida mulher que acorda nele profundas paixões e primitivas necessidades. E quando introduzir Alex em seu mundo de sangue e trevas, Kade deverá confrontar não só seus próprios demônios, mas também o mal que pode destruir tudo o que ele preza.

Livro Oito: Capturada à Meia-Noite (Taken by Midnight)

No árido e gelado Alaska, a ex-agente da polícia Jenna Darrow consegue sobreviver a um inexplicável evento que a deixa ferida em corpo e alma. Mas, sua fuga a coloca totalmente em um novo e enorme desafio. Estranhas mudanças estão acontecendo em seu interior e ela luta consigo mesma para tentar compreender — e controlar — a nova fome que surge. Para fazer isso, ela busca ajuda em Boston e em uma estirpe de antigos guerreiros vampiros cuja própria existência é por si um mistério. E possivelmente, o mais misterioso de todos eles seja Brock, um macho alfa de olhos negros e aspecto ameaçador cujas mãos têm o poder de reconfortá-la, curá-la... E fazer despertar à paixão. E enquanto Jenna se recupera sob os atentos cuidados de Brock, verá-se arrastada à nova missão da Ordem: deter um cruel inimigo e seu exército de assassinos de submeter à humanidade em um reinado de terror. Apesar da determinação de ambos para lutar contra seus sentimentos e deixar-se levar somente por uma relação física, Jenna e Brock muito em breve se verão envolvidos em um desejo muito mais selvagem que a vida e mais forte que a morte... Até que um segredo do passado de Brock e a mortalidade de Jenna submeterão o amor proibido que ambos sentem a uma última prova de fogo.


Ahn, aproveito pra registrar que maridão me deu de presente o box com os três primeiros livros da Irmandade. Já reli os três, e devo admitir que, embora seja uma grande entusiasta dos ebooks, e ame o meu reader de paixão, NÃO HÁ NADA COMO LER UM LIVRO IMPRESSO.....


sexta-feira, 22 de julho de 2011

Cheryl Richardson - Sua vida em primeiro lugar


SUA VIDA EM PRIMEIRO LUGAR
208 páginas
Ed. Sextante


Trechos do livro "Sua vida em primeiro lugar", de Cheryl Richardson


Trecho 1: Os sete obstáculos

Ao longo do tempo, identifiquei os principais obstáculos que impedem as pessoas de viver a vida da forma que desejam:

1. Para você, "egoísmo" é um palavrão. Você tem dificuldade de colocar suas necessidades em primeiro lugar, mas em geral os compromissos os compromissos que assume provocam ressentimento e frustração.
2. Seu horário não reflete suas prioridades. Você acaba o dia em total estado de exaustão e nunca tem tempo para as coisas que considera mais importantes.
3. Você tem a sensação de que pessoas, lugares e coisas desgastam suas energias. Sua vida parece uma longa e infindável lista de obrigações. Seu escritório precisa ser organizado, sua casa arrumada, e, por mais que você faça, há sempre alguém se queixando de você.
4. É o dinheiro que domina você. Você se cansou de não conseguir fazer as escolhas que quer por causa de restrições financeiras. As dívidas se acumulam, você não sente satisfação com a forma como gasta seu dinheiro e, por mais que se esforce, não consegue viver dentro dos seus rendimentos.
5. A adrenalina tornou-se seu principal combustível. Você está constantemente pulando de um compromisso para outro. Gostaria de relaxar, mas não consegue diminuir o ritmo. Paz de espírito parece uma meta impossível de atingir.
6. Você sente falta de um grupo de amigos, de uma comunidade que Ihe dê apoio. Você se sente só e desejaria se ligar a outras pessoas com cabeça igual à sua.
7.Sua paz de espírito fica em úItimo lugar nessa vida ocupada. Você gostaria de passar um bom tempo meditando, rezando, praticando ioga ou outras formas de prática espiritual, mas seu tipo de vida não permite isso.

Esses são os sete blocos de problemas que, se forem tratados com cuidado, podem ser facilmente mudados. Superar esses obstáculos é a intenção deste livro. Se você tiver a disposição para empenhar-se e investir seu tempo (que este livro ajudará a encontrar!) e energia nesse processo, eu prometo que sua vida mudará incrivelmente.


Trecho 2: "Sua vida não é o seu trabalho"

Depois de uma crise pessoal ou depois de ouvir bastante sua voz interior, você começa a reavaliar sua vida profissional: "Eu me sinto realmente feliz com todo este trabalho?", "Qual é o retorno do meu investimento de tempo e energia?". Ao responder essas perguntas, você começa a perceber que a vida oferece muito mais do que trabalho e negócios.

Vivemos numa cultura que valoriza excessivamente o trabalho e avalia as pessoas por seu sucesso profissional. Eu vejo isso nas pessoas que me procuram pedindo ajuda para construir uma carreira que preencha seu "objetivo de vida". Ou nos empresários ansiosos para chegar à "receita ideal" para poderem "viver a vida que merecem". Posso Ihes garantir uma coisa: esperar que seu trabalho Ihe proporcione uma realização profunda é uma armadilha, além de ser um engano total. Você acaba investindo tempo e energia demais nisso, buscando desesperadamente uma coisa que não pode ser encontrada ali - a vida.

Ao nos centrarmos prioritariamente no trabalho, perdemos o contato com nós mesmos. Ficamos sem almoço ou comemos às pressas, fazemos negócios dirigindo o carro e e pouco convivemos com nossos filhos. Mal temos tempo para nós mesmos, que dirá para aqueles que mais amamos. Cecile Andrews, no seu livro The Circle of Simplicity (O Círculo da Simplicidade), escreve que "os casais conversam em média dooze minutos por dia e brincam com os filhos quarenta minutes por semana".

Os clientes que vêm pedir meu apoio dedicam ao trabalho, em média, cinqüenta e cinco a oitenta horas por semana (incluindo transporte, tempo real de trabalho, leitura e preparação). Esse estilo de vida tem seu preço. Meus clientes vivem exaustos com essa escalada profissional e a obrigação de equilibrar trabalho e família. Estão cansados do emprego que exige que eles se esqueçam dos seus valores e do cuidado com eles mesmos em troca de um cargo e um salário. E estão cansados de trabalhar longas horas sem conseguir atingir sua meta, sem se sentirem valorizados.

As férias tornaram-se períodos de recuperação, em vez de lazer e recreação. E aquelas poucas semanas por ano não são suficientes. Se a vida dos meus clientes servir de alguma indicação, a porcentagem de tempo gasto no trabalho está em alta, diminuindo progressivamente o tempo livre.

Mesmo o aumento de doenças ligadas ao estresse - como problemas cardíacos, fadiga crônica e câncer não é suficiente para mostrar às pessoas que a vida centrada no trabalho não funciona, levando-as a cair fora desse estilo de vida. Por que será tão difícil começar a colocar suas necessidades em primeiro lugar?

Várias razões são alegadas: o desejo de dar aos filhos uma boa educação, a vontade de morar nas áreas mais nobres da cidade, o medo de perder o emprego. Ou ainda o fato de as pessoas buscarem sua identidade e felicidade no ''ter mais": o salário mais alto, o emprego melhor, mais bens materiais e férias mais dispendiosas. Mas, a essa altura, a maioria das pessoas já começa a perceber que "ter tudo" não resolve a situação. Um emprego com um salário fantástico e grande prestígio pode trazer uma certa felicidade. Mas traz também muita responsabilidade e alto nível de estresse, fazendo a pessoa sentir-se vazia e fora de contato com o que realmente é importante.

(...)

George Leonard, um pioneiro no campo de potencial humano, declarou que 48 por cento dos 4.216 executivos que entrevistou achavam sua vida vazia e sem sentido, apesar de anos de esforço profissional. Esse vazio é, em geral, marcado por uma tristeza subjacente que, segundo um cliente, sobe à superfície e se manifesta quando ele diminui o ritmo de trabalho. Outro cliente, um médico de 47 anos, depois de quatro anos de trabalho contínuo, finalmente tirou uma semana de férias, sozinho, sem fazer nada. Ele me disse: "Fiquei surpreso ao ver que tinha vontade de sentar e chorar. Não sei por que, mas senti uma tristeza enorme, uma sensação de perda por estar jogando minha vida fora. Outra cliente admite que é perseguida por um "sentimento constante de solidão", apesar de viver cercada de gente.

Esses sentimentos talvez sejam a razão de as pessoas se manterem tão ocupadas. Diminuir o ritmo significa soltar as emoções presas, acumuladas ao longo do tempo. Mas sentimentos de solidão e tristeza são normais quando você se dá o direito de sentir. Pode ser experiência assustadora parar e perceber que sua vida está passando sem que você tenha controle dela.

Quando chegamos no fim do dia exaustos, não temos energia alguma para gastar com nós mesmos. Minha cliente ia, mãe de duas crianças, que trabalhava em horário integral, falou: "É claro que sinto falta dos amigos, mas no final do dia estou tão cansada, que a última coisa que quero fazer é conversar. Quando alguém me liga para bater papo, eu não acho a menor graça."

Outra razão para os meus clientes continuarem a trabalhar demais é não saberem o que fazer com o tempo. Janice percebeu isso no início do treinamento. Ela era uma relações-públicas muito animada e extrovertida. Passava os dias visitando os clientes, bajulando os contatos da mídia e planejando novas campanhas. Era sempre o centro das atenções e ótima em tudo o que fazia. Aos 41 anos, parecia estar no topo do mundo. Fazia viagens internacionais, hospedava-se nos melhores hotéis e tinha uma lista de clientes que queriam contratar seus serviços. Mas a vida que a Janice sonhava era bem diferente.

Na privacidade do consultório, Janice confessou que sua "imagem pública" era uma máscara que ela colocava toda manhã antes de sair para o trabalho. Por baixo dessa máscara havia ma mulher jovem e assustada. Bem-sucedida, mas com um enorme vazio interior. Apesar de sua trajetória de sucesso, Janice estava aos poucos perdendo o gás, com medo de cair doente por conta desse ritmo acelerado. Ela trabalhava quase todas as noites, dificilmente dormia bem e vinha reagindo com exagero aos menores erros cometidos por sua equipe. Dizia que se sentia "morta" por dentro, como se seu "entusiasmo pela vida tivesse desaparecido".

Quando eu pedi que ela pensasse nas mudanças que teria de fazer para colocar sua vida em primeiro lugar, Janice respondeu: "A verdade é que, quando me pergunto o que faria se não estivesse trabalhando, fico horrorizada ao ver que não sei o que responder." Foi preciso que Janice se ouvisse dizendo a verdade em voz alta para começar a trabalhar seu problema. Ela estava pronta para se colocar em primeiro lugar.

A sua vida parece um longo dia da trabalho depois do outro? Não se esqueça de que a parte mais importante da sua vida é você. Você é a soma de suas partes, e o trabalho é só uma dessas partes. Se você estiver caminhando para a exaustão, ou se já estiver lá, decida agora cuidar de si em termos prioritários, colocando-se no alto da lista de "coisas a fazer"!

Fonte: http://revistaepoca.globo.com/Epoca/0,6 ... 61,00.html


Uma colega de trabalho me emprestou este livro, numa destas coincidências da vida...
Eu não gosto de livros de auto-ajuda, mas sei lá, este me deu um bocado de coisas no que pensar. Obviamente não resolve todos os problemas do mundo, mas dá um belo de um cutucão, apresenta alguns conceitos dignos de reflexão. Fora que a linguagem da autora é algo como uma tia empática e carinhosa validando e acalentando a gente (pelo menos eu senti isto, ainda mais neste momento tão conturbado). Vários relatos, exemplos e dicas de como incorporar mudanças simples e mais complexas ao dia a dia. Bem como alguns dos motivos mais comuns de auto-sabotagem resistência a mudanças. Gostei bastante, embora não me encaixe no público-alvo da autora: executivos e bem-sucedidos em geral.
Bem legal.